Dicas para aumentar a segurança em reparos elétricos domésticos

Mesmo nos procedimentos considerados básicos, o “faça-você-mesmo” nem sempre é a melhor opção

Depois de finalizado, são os pequenos reparos que ajudam a preservar o lar com a aparência e funcionalidade de novo. Como a manutenção básica passa, entre outras tarefas, pela substituição de peças e equipamentos, é comum que as atividades sejam executadas no estilo faça-você-mesmo, já que certas tarefas são consideradas “simples demais” para se chamar um profissional especializado.

Embora a troca de torneiras ou uma nova pintura em tese não ofereçam grande desafio, quando se trata de reparos elétricos, mesmo o menor deles pode oferecer risco aos moradores aventureiros. Dentre as tarefas mais comuns, estão a troca de chuveiros, lâmpadas e tomadas. No inverno, a quantidade de banhos quentes acelera a troca de resistências do chuveiro. Ambientes frequentemente molhados como o box do chuveiro, por exemplo, potencializam este risco.

“A linha entre reparos básicos e complexos em elétrica é bastante tênue, então sempre aconselhamos que sejam realizados por profissionais habilitados e capacitados”, afirma Lucas Machado, engenheiro eletricista da STECK, fabricante de materiais elétricos residenciais, comerciais e industriais há mais de 40 anos. Independentemente de quem realizar o serviço, alguns cuidados são universais. É obrigatório desligar o disjuntor do circuito onde será feita a intervenção ou a chave geral. Outros itens básicos são calçados e luvas isolantes, óculos de proteção, ferramentas que possuam isolação elétrica, detector de tensão, multímetro, entre outros.

Três aparelhos aumentam a segurança na rede doméstica, apesar dos nomes parecerem difíceis de compreender em princípio. Obrigatórios pela norma ABNT NBR 5410, disjuntores, o Interruptor Diferencial Residual (IDR) e o Dispositivo Protetor contra Surtos (DPS) exercem tarefas complementares. “Dos três, o mais conhecido do público em geral é o disjuntor, que protege a instalação contra sobrecorrentes e curtos-circuitos. O IDR tem a função de proteger a vida, pois é o dispositivo capaz de detectar correntes de fuga, cujo exemplo básico é o choque elétrico em humanos. O DPS, nas classes II e III, tem a função de proteger os equipamentos elétricos contra transitórios de tensão, provenientes de surtos” explica Machado.

Cercando-se de cuidados, o risco é consideravelmente minimizado, mas no caso de choque elétrico, é preciso desligar a fonte de energia, afastar a vítima com materiais não condutores/secos e ligar imediatamente para o resgate.

Últimas Notícias